“Quatro dias sem comer”: detido relata tortura sob custódia policial em Nampula

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Um homem de 35 anos, atualmente sob custódia da Polícia da República de Moçambique (PRM), em Nampula, denuncia ter sido alvo de agressões físicas e maus-tratos com o objetivo de o obrigarem a confessar crimes que afirma não ter cometido.

De acordo com o próprio, encontra-se detido há quatro dias e, durante este período, teria sido privado de alimentação e submetido a espancamentos constantes por parte de agentes policiais. Visivelmente debilitado e com marcas de agressão pelo corpo, o cidadão sustenta a sua inocência, alegando que o verdadeiro suspeito seria um familiar.

As acusações, entretanto, são rejeitadas pela corporação. A porta-voz da PRM em Nampula classificou as declarações como infundadas, defendendo que não houve qualquer prática de tortura ou violência contra o detido.

Apesar da negativa oficial, relatos semelhantes sobre supostos maus-tratos em algumas esquadras da província têm gerado preocupação entre moradores e organizações da sociedade civil, reacendendo o debate sobre o respeito aos direitos humanos durante detenções policiais.

O caso deverá ser apurado pelas autoridades competentes para esclarecer as circunstâncias e responsabilidades.

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