Ossufo Momade nega interferência na suspensão de António Muchanga e admite novas sanções na RENAMO
O presidente da Renamo, Ossufo Momade, afirmou, na Manhiça, que não teve qualquer interferência na decisão que culminou com a suspensão de António Muchanga. Segundo o líder partidário, a medida foi tomada pelos órgãos competentes da formação política e não por iniciativa pessoal.
Momade reagia às declarações de Muchanga, que questionou a legitimidade do Conselho Jurisdicional para aplicar a sanção disciplinar. Em resposta, o dirigente defendeu a actuação das instâncias internas do partido.
“Qual seria o órgão que deveria tomar aquela medida, fora do Conselho Jurisdicional? Se fosse o presidente a decidir, diriam que é Ossufo. Mas não é Ossufo, são órgãos internos do partido”, esclareceu.
Num vídeo partilhado com a imprensa, Momade sublinhou que Muchanga não foi expulso, mas apenas suspenso, acrescentando que a situação poderá evoluir caso não haja mudança de comportamento.
“Ele não foi expulso, foi suspenso. Se continuar, será expulso pelo Conselho Nacional”, afirmou, indicando que antes da decisão houve advertências que não produziram efeitos.
O líder da Renamo deixou ainda um aviso a outros membros considerados contestatários, anunciando que poderão ser aplicadas novas sanções disciplinares.
“Fora Pedro Muchanga, vamos sancionar mais outros. Estão a ocupar a nossa delegação. Aquele é património do partido”, declarou.
Momade defendeu a necessidade de restaurar a disciplina interna e reafirmou a autoridade dos órgãos partidários na tomada de decisões.

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