Moçambique é o mais corrupto entre os PALOP, aponta relatório internacional

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O mais recente Índice de Perceção da Corrupção (CPI) 2025, divulgado pela Transparência Internacional, coloca Moçambique como o país com pior classificação entre os Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa (PALOP).

O relatório, que avalia mais de 180 países com base na perceção de corrupção no setor público, revela um enfraquecimento global no combate às práticas corruptas, incluindo em democracias tradicionalmente bem avaliadas, como Estados Unidos, Reino Unido, Canadá e Suécia.

Entre os PALOP, Cabo Verde aparece como o melhor posicionado, com 62 pontos. Seguem-se São Tomé e Príncipe (43), Angola (32), Guiné-Bissau (21) e Moçambique, também com 21 pontos, figurando entre os piores desempenhos da lista.

De acordo com a Transparência Internacional, a queda generalizada indica que muitos governos deixaram de priorizar políticas anticorrupção, ao mesmo tempo que instituições públicas enfrentam fragilidades, interferências políticas e menor fiscalização.

O estudo destaca ainda que, em várias regiões do mundo, a concentração de poder, a falta de transparência e a politização do sistema judicial têm favorecido o aumento de práticas ilícitas.

Apesar de alguns progressos registados em países como Angola na última década, a organização alerta que a perceção pública ainda é de que os esforços são insuficientes e que denunciar corrupção pode trazer riscos aos cidadãos.

Globalmente, a Dinamarca lidera o ranking como o país mais transparente, seguida da Finlândia e de Singapura. Já na parte inferior da tabela estão países afetados por conflitos armados, regimes autoritários e instituições frágeis.

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