Moçambique cada vez mais perigoso para jornalistas, alerta CPJ após ataque
O atentado sofrido pelo jornalista Carlitos Cadangue, correspondente da STV em Chimoio, reforça alertas sobre a crescente insegurança enfrentada por jornalistas em Moçambique. A denúncia foi feita pelo Comité para a Proteção de Jornalistas (CPJ), com sede em Nova Iorque.
Na noite de quarta-feira (04/02), indivíduos encapuzados abriram fogo contra a viatura de Cadangue enquanto ele chegava a casa acompanhado do filho, disparos que deixaram a família em estado de choque e trauma. Segundo o jornalista, o ataque está possivelmente relacionado ao seu trabalho investigativo sobre a atividade mineira na província de Manica, cujas reportagens já haviam levado o governo a suspender temporariamente algumas operações.
Em nota, Muthoki Mumo, coordenador do programa do CPJ para África, declarou: "O ataque contra Cadangue e seu filho é um lembrete assustador de que Moçambique se torna cada vez mais inseguro para jornalistas".
As autoridades policiais ainda não identificaram os responsáveis. Em resposta, jornalistas de Manica organizaram uma marcha em repúdio ao atentado, exigindo maior proteção para os profissionais da imprensa. A Presidência da República também se pronunciou, solicitando esclarecimentos sobre o caso.

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