Coreia do Norte executa jovens por assistirem “Squid Game”, denuncia Amnistia
Segundo a organização de defesa dos direitos humanos, o regime de Pyongyang classifica filmes, séries, dramas televisivos e músicas sul-coreanas como ameaças ideológicas ao Estado. O simples acto de assistir ou partilhar esse tipo de material pode ser tratado como crime grave.
Entre os conteúdos proibidos estão produções amplamente conhecidas, como a série “Squid Game”, além de músicas de grupos populares de K-pop, como os BTS.
Relatórios recolhidos pela Amnistia indicam que estudantes do ensino secundário terão sido executados na província de Yanggang após serem apanhados a ver a série. Casos semelhantes também foram mencionados pela Radio Free Asia, que aponta castigos extremos noutras regiões do país, inclusive pela distribuição de episódios.
Ex-moradores da Coreia do Norte descrevem um ambiente de vigilância constante, onde execuções públicas são usadas como instrumento de intimidação e controlo social. Testemunhas relatam que alunos eram obrigados a presenciar essas mortes como forma de “educação ideológica”.
“Levaram-nos para assistir às execuções quando ainda éramos jovens. Diziam que, se fizéssemos o mesmo, teríamos o mesmo destino”, contou uma das fontes ouvidas.
Apesar da repressão, o consumo de conteúdos estrangeiros continua a ocorrer de forma clandestina. Há relatos de que até membros do partido, forças de segurança e autoridades locais assistem a esse material em segredo.
A Amnistia Internacional afirma que os testemunhos vindos de várias províncias reforçam indícios de graves violações dos direitos humanos, com múltiplos casos de punições extremas ligadas ao acesso a entretenimento sul-coreano.

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