Procedimento estético termina em morte: médico famoso é condenado e perde licença para sempre

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Um cirurgião plástico conhecido por atender milionários e figuras públicas foi condenado a um ano e três meses de prisão e proibido de exercer a medicina por tempo indeterminado, após a morte de um empresário bilionário durante um procedimento estético em Paris.

Identificado apenas como Guy H., o médico realizava um tratamento de aumento peniano no negociante de diamantes belga-israelense Ehud Arye Laniado, de 65 anos, numa clínica privada localizada na zona de Saint-Honoré-Ponthieu. Segundo relatos, o paciente recorria aos serviços do cirurgião várias vezes por ano, gastando quantias elevadas em intervenções estéticas.

O procedimento ocorreu fora do horário normal de funcionamento da clínica. Durante a intervenção, Laniado sofreu uma paragem cardíaca e não resistiu.

O caso foi inicialmente classificado como homicídio culposo, mas as investigações avançaram para suspeitas de omissão de socorro, infrações relacionadas a substâncias ilícitas e exercício irregular da profissão médica. As autoridades também questionaram o tempo de resposta para acionar os serviços de emergência.

De acordo com informações divulgadas pela imprensa francesa, o cirurgião teria feito um primeiro pedido de ajuda por volta das 20h, mas só contactou os bombeiros cerca de duas horas depois.

O médico assistente presente no procedimento também foi condenado a 12 meses de prisão, com pena suspensa, além de ter sido igualmente proibido de atuar na área da saúde.

Os arguidos alegaram que o paciente apresentava irritação e dores abdominais, associadas a uma úlcera pré-existente, o que teria dificultado a identificação imediata de um problema cardíaco.

Entretanto, profissionais do setor ouvidos pela imprensa afirmam que situações semelhantes não são incomuns em clínicas que atendem clientes de alto perfil, onde regras de segurança podem ser flexibilizadas.

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