Cabo Delgado volta a tremer: população rural abandona terras por segurança
Dezenas de camponeses dos distritos de Metuge e Quissanga, na província de Cabo Delgado, estão a deixar as suas zonas de cultivo devido ao receio da presença de grupos armados suspeitos de ligações ao terrorismo.
De acordo com relatos de moradores, a movimentação de indivíduos desconhecidos nas áreas agrícolas tem sido frequente desde o dia 18 de janeiro, sobretudo nas regiões de Mahate, Tandanhangue, Walopwana, Pulo, Sauli e Nampipi. A situação está a gerar medo generalizado, forçando várias famílias a abandonar temporariamente as machambas.
Alguns camponeses afirmam que os alegados grupos têm sido vistos a circular perto dos campos de produção, o que aumentou a insegurança nas comunidades rurais.
“Estamos a fugir porque o movimento é constante. Eles passam pelas nossas machambas e temos medo de permanecer”, contou um agricultor que deixou Walopwana em busca de um local mais seguro.
A debandada acontece numa fase crítica do calendário agrícola, marcada pela colheita, o que poderá comprometer a produção alimentar e a subsistência de muitas famílias.
Cabo Delgado enfrenta uma onda de violência armada há cerca de oito anos. Os ataques extremistas começaram em outubro de 2017, no distrito de Mocímboa da Praia, e continuam a afectar várias comunidades da proví9ncia.

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