Executado inocente: Justiça dos EUA absolve homem 70 anos após a morte
Setenta anos após ter sido executado na cadeira elétrica, Tommy Lee Walker foi oficialmente declarado inocente pela Justiça norte-americana. O jovem, que tinha apenas 19 anos na época da condenação, havia sido acusado de estupro e assassinato de Venice Parker, crime ocorrido em 1953, no estado do Texas.
Walker foi sentenciado à morte em 1954, mesmo apresentando um álibi sustentado por dez testemunhas, que garantiram que ele se encontrava num hospital acompanhando o nascimento do filho no momento do crime. Apesar disso, acabou por assinar confissões que, segundo investigações posteriores, teriam sido obtidas sob intimidação e forte pressão policial.
Uma reavaliação do caso, conduzida pela Promotoria do Condado de Dallas em parceria com o Innocence Project, identificou falhas graves no processo, incluindo racismo institucional, ocultação de provas e violações de direitos fundamentais.
Com base nas novas conclusões, a condenação foi anulada em janeiro de 2026, reconhecendo oficialmente a inocência de Walker décadas após sua execução.
O caso reacende o debate sobre erros judiciais históricos e as consequências irreversíveis da pena de morte

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