Ruanda admite retirar tropas de Cabo Delgado após fim de financiamento europeu

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O Governo do Ruanda admitiu a possibilidade de retirar o seu contingente militar destacado na província de Cabo Delgado, no norte de Moçambique, caso o apoio financeiro da União Europeia à operação militar chegue ao fim, conforme previsto para maio de 2026.

A porta-voz do executivo ruandês, Yolande Makolo, afirmou que, se o trabalho das Forças de Defesa do Ruanda não for devidamente valorizado, o comando militar poderá recomendar ao Governo o término do acordo bilateral de combate ao terrorismo e a consequente retirada das tropas.

Por sua vez, o porta-voz do Governo moçambicano, Inocêncio Impissa, declarou que o possível fim do financiamento europeu gerou “preocupação” e “choque” no Executivo, acrescentando que estão a ser analisadas alternativas antes do término do apoio internacional.

Actualmente, a União Europeia financia parte da presença militar ruandesa através do Fundo Europeu para a Paz, com um apoio estimado em cerca de 20 milhões de euros para um programa com duração de 36 meses, que termina em maio de 2026.

Segundo as autoridades de Kigali, capital do Ruanda, o custo real da operação militar é significativamente superior ao montante financiado.

As tropas ruandesas foram enviadas para Cabo Delgado a pedido do Governo de Moçambique, com o objectivo de apoiar o combate ao terrorismo e contribuir para a estabilização da região, afectada por ataques armados desde 2017.

Até ao momento, não há indicação oficial de que o apoio financeiro europeu será prolongado.

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