Presos trocam celas por praias e ganham redução de pena em dobro

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O governo de El Salvador sustenta que o Plano Cero Ocio é aplicado com critérios restritivos. Apenas reclusos classificados como de baixo risco e inseridos na fase de confiança podem participar. De acordo com as autoridades, esses internos não mantêm ligações com organizações criminosas nem cumprem pena por crimes considerados de extrema gravidade.

O programa direciona esses detentos para atividades como limpeza de praias e reabilitação de áreas públicas. A proposta é aliar disciplina e supervisão estatal a oportunidades concretas de trabalho, defendendo que a ressocialização é possível quando há controlo e acompanhamento adequados.

Como incentivo, os participantes têm direito à remição da pena. No modelo em vigor, cada dia de serviço pode resultar na redução de dois dias da sentença. Além de estimular o bom comportamento, a medida ajuda a preservar espaços turísticos e urbanos, contribuindo para a valorização do setor do turismo, um dos pilares da economia do país.

A iniciativa também pretende facilitar o regresso à sociedade daqueles que se aproximam do fim da condenação. Ao desempenharem tarefas supervisionadas, os reclusos desenvolvem hábitos de responsabilidade e organização, fatores vistos como importantes para reduzir a reincidência. Assim, o plano integra políticas de segurança, manutenção urbana e reintegração social numa estratégia nacional mais ampla.

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