Pistas encerradas e paciência esgotada na Portagem da Costa do Sol
As manhãs em Maputo têm sido marcadas por longas filas e crescente frustração na Portagem da Costa do Sol. O cenário torna-se ainda mais crítico em períodos de retoma das aulas e intensificação das actividades laborais, quando o fluxo de viaturas aumenta significativamente.
No sentido cidade, automobilistas enfrentam congestionamentos provocados pelo encerramento de quatro pistas, situação que levanta questionamentos sobre a gestão do tráfego num dos pontos mais sensíveis da mobilidade urbana. Com motores ligados e olhos fixos no relógio, muitos condutores relatam atrasos para o trabalho, para as aulas e até para compromissos médicos.
A administração da portagem é da responsabilidade da REVIMO, entidade que tem sido alvo de críticas por parte dos utentes. Entre as principais dúvidas levantadas está a razão do encerramento de múltiplas pistas precisamente nas horas de maior movimento.
Especialistas em mobilidade defendem que, em momentos críticos, a fluidez do tráfego deve ser prioridade, inclusive com a adoção de medidas excepcionais, como a abertura temporária das cancelas para evitar congestionamentos excessivos e reduzir riscos de acidentes causados pela pressa acumulada.
Há também quem sugira a necessidade de reforço operacional ou mesmo a cooperação com entidades experientes na gestão de portagens, como a Trans African Concessions (TRAC), como forma de melhorar a eficiência do serviço.
Mais do que uma questão de cobrança, o debate centra-se na organização, planeamento e respeito pelo tempo dos cidadãos. Para muitos utentes, cada pista fechada representa mais do que um atraso: simboliza uma falha num serviço pelo qual pagam diariamente.

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