Governo quer evitar regresso de Moçambique à lista cinzenta do GAFI
O Governo de Moçambique reafirmou o seu compromisso em reforçar as medidas de prevenção e combate ao branqueamento de capitais, com o objetivo de evitar que o país volte à chamada lista cinzenta do Grupo de Ação Financeira Internacional (GAFI).
Moçambique saiu desta lista em outubro de 2025, após permanecer cerca de três anos sob monitoria internacional devido a fragilidades nos mecanismos de combate ao branqueamento de capitais e financiamento do terrorismo.
Em entrevista à Deutsche Welle, o representante do Ministério das Finanças, Luís Cezerilo, afirmou que a saída da lista representa um avanço significativo para a credibilidade internacional do país.
Nova estratégia até 2030
Para consolidar os avanços alcançados, o Conselho de Ministros aprovou uma estratégia nacional para o período entre 2026 e 2030, destinada a reforçar o sistema de prevenção e combate ao branqueamento de capitais, financiamento do terrorismo e proliferação de armas de destruição em massa.
Entre as principais medidas previstas estão:
Reforço da coordenação institucional e internacional
Consolidação do quadro jurídico e legal
Fortalecimento dos mecanismos de supervisão e regulação
Promoção da transparência e integridade do sistema financeiro
Avaliação começa em 2027
Segundo o Governo, a próxima avaliação internacional começa em setembro de 2027, altura em que Moçambique deverá demonstrar os progressos alcançados após a saída da lista cinzenta.
O processo será acompanhado pelo Grupo de Ação Financeira Internacional, organismo global responsável por monitorar políticas de combate ao branqueamento de capitais.
Autoridades moçambicanas acreditam que o país está a recuperar gradualmente a confiança das instituições financeiras internacionais, incluindo o Fundo Monetário Internacional, o Banco Mundial e a União Europeia.

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