Debate aquece em Moçambique após anúncio da retirada das tropas ruandesas
A possível retirada das tropas do Ruanda destacadas na província de Cabo Delgado, no norte de Moçambique, tem gerado diversas reações entre cidadãos moçambicanos, sobretudo nas redes sociais, grupos de WhatsApp e em debates comunitários.
Entre as opiniões manifestadas, há quem veja com satisfação a eventual saída do contingente ruandês, defendendo que o país deve reforçar o investimento nas Forças Armadas de Defesa de Moçambique (FADM) e apostar no fortalecimento da capacidade nacional de resposta aos desafios de segurança.
O posicionamento surge após o Governo ruandês admitir a possibilidade de retirar as suas forças militares da região, alegando incertezas quanto à continuidade do financiamento internacional que apoia a missão.
Em declarações à RFI, o ministro dos Negócios Estrangeiros do Ruanda, Olivier Nduhungirehe, explicou que a permanência das tropas depende da existência de garantias de apoio financeiro para sustentar as operações no terreno. Segundo o responsável, Kigali aguarda maior clareza sobre o futuro do apoio internacional à missão.
As forças ruandesas foram mobilizadas para Cabo Delgado em 2021, a pedido do Governo moçambicano, com o objetivo de apoiar o combate aos grupos insurgentes que atuam na província desde 2017 e contribuir para a estabilização da região. Entretanto, a eventual retirada do contingente continua a alimentar o debate público sobre as estratégias de segurança e defesa no país

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