CICLONE “GEZANI” PROVOCA 31 MORTES EM MADAGÁSCAR E SEGUE EM DIREÇÃO A MOÇAMBIQUE

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O ciclone tropical Gezani causou pelo menos 31 mortes após atravessar Madagáscar com ventos que ultrapassaram os 195 quilómetros por hora, acompanhados de chuvas intensas que resultaram no colapso de habitações, sobretudo na cidade portuária de Toamasina, no leste do país.

As autoridades malgaxes emitiram alertas vermelhos para várias regiões devido ao elevado risco de inundações e deslizamentos de terra. De acordo com o Escritório Nacional de Gestão de Riscos e Desastres, além das vítimas mortais, há pelo menos 36 feridos graves, quatro desaparecidos e mais de 6.000 pessoas desalojadas.

Madagáscar é frequentemente afetado por ciclones provenientes do Oceano Índico e, recentemente, já havia enfrentado outro fenómeno extremo com consequências fatais.

Após deixar um rasto de destruição na ilha, o sistema meteorológico desloca-se agora em direção a Moçambique. Segundo informações divulgadas pelo Instituto Nacional de Meteorologia (INAM), o fenómeno apresentava, às 20h desta quarta-feira, tendência de intensificação para Tempestade Tropical Severa.

As projeções indicam que o sistema poderá atingir a costa moçambicana no dia 13 de fevereiro de 2026, com possibilidade de evoluir para Ciclone Tropical, registando ventos médios de até 120 km/h, rajadas que podem chegar aos 170 km/h, além de chuvas fortes e trovoadas intensas.

Os distritos costeiros das províncias de Sofala, Inhambane e Gaza estão entre as áreas sob maior risco, enquanto as autoridades reforçam os apelos à adoção de medidas preventivas.

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