Negociações falham e Rússia manda recado duro: “sem territórios, sem paz”
A Rússia voltou a afirmar que qualquer entendimento duradouro para encerrar o conflito na Ucrânia dependerá, obrigatoriamente, da definição das questões territoriais em disputa. A posição foi reforçada pelo Kremlin após uma ronda de conversações em Moscovo entre o presidente Vladimir Putin e representantes do presidente norte-americano, Donald Trump.
Os encontros, considerados “produtivos” pelas autoridades russas, reuniram assessores diplomáticos e enviados especiais dos Estados Unidos numa maratona de negociações que se estendeu pela manhã de sexta-feira. Ainda ass3im, Moscovo deixou claro que não aceitará um acordo sem que Kiev retire as suas forças das áreas do leste reivindicadas pela Rússia, regiões que foram anexadas por Moscovo, mas não totalmente controladas.
O conselheiro diplomático do Kremlin, Yuri Ushakov, declarou que a paz a longo prazo é inviável sem a resolução dessas fronteiras. Segundo ele, enquanto não houver avanços nesse sentido, as forças russas continuarão a conduzir a chamada “operação militar especial” e a manter a ofensiva no terreno.
As negociações ocorrem num momento em que o presidente ucraniano, Volodymyr Zelenskyy, tem criticado a resposta considerada lenta e fragmentada dos aliados europeus. O líder ucraniano defende maior apoio internacional e reafirma a necessidade de garantias concretas para preservar a soberania do país.
Paralelamente, os Estados Unidos tentam mediar um entendimento entre as partes. Zelenskyy classificou recentes reuniões diplomáticas como construtivas e indicou que novas conversações trilaterais entre Ucrânia, Rússia e EUA deverão decorrer nos Emirados Árabes Unidos. Moscovo confirmou que enviará uma delegação ao encontro.
Apesar dos esforços diplomáticos, as divergências sobre as fronteiras continuam a ser o principal obstáculo para um cessar-fogo. Analistas avaliam que, sem concessões mútuas, a guerra pode prolongar-se, mantendo a instabilidade na região.

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